as aspas

[ter] 8 de setembro de 2009

ontem. hoje. outubro. novembro e maio.

venta do outro lado desta ventana de dois por quatro. aqui sinto somente o vidro, nem frio nem quente, enorme que torna rente e distante, este corpo agitado, da água noturna. mas vem calma a chuva pós tormenta.

apaguei os rascunhos e as velhas mensagens. rolei na cama e escrevo agora por uma certa ânsia… li nem um décimo do programado, mas fichei um texto importante e preciso escrever coisas. vão enormes as olheiras mas não são para colher amor. este mofo neste quarto irrita minhas mucosas nasais. escorro. teu estendido traço mudou de sentido e os registros apontam para sinais/direções opostas, aqui, ali… lá já nem consigo ler o que fica no papel gasto pela ponta do grafite. é por um triz e apago tudo ou vou dormir. escrevi uns poemas sobre vinho e dentes. haviam cortes neles. foram por estes dias. e ando de saco cheio destes piccolo borghese universitari, pseudo-intellettuali, futuri scienziat sociali o no… uns ‘pelasacos’.

como mote para uma futura poesia, prosa, teoria: coisas de outubro. sobre o estorvar, o amputar, o calar, amordaçar, podar, e o dia a dia em que realizando-nos a carne e o concreto fração destes verbos. tão rente… fere e trespassa. corta! próxima cena:

isto é de três de novembro do ano passado:

A divisão manufaturera do trabalho, nas bases históricas dadas, só poderia surgir sob forma especificamente capitalista. Como forma capitalista do processo social de produção, é apenas um método especial de produzir mais-valia relativa ou de expandir o valor do capital, o que se chama de riqueza social (…). Ela desenvolve a força produtiva do trabalho coletivo para o capitalista, e não para o trabalhador, e, além disso, deforma o trabalhador individual. Produz novas condições de domínio do capital sobre o trabalho. Revela-se, de um lado, progresso histórico e fator necessário do desenvolvimento econômico da sociedade, e, de outro, meio civilizado e refinado de exploração“. (MARX, O Capital. L. 1. v. 1. p. 420) (Capítulo XII – Divisão do trabalho e manufatura)

A indústria moderna nunca considera nem trata como definitiva a forma existente de um processo de produção. Sua base técnica é revolucionária, enquanto todos os modos anteriores de produção eram essencialmente conservadores. Por meio da maquinaria, dos processos químicos e de outros modos, a indústria moderna transforma continuamente, com a base técnica da produção, as funções dos trabalhadores e as combinações sociais do processo de trabalho. Com isso, revoluciona constantemente a divisão do trabalho dentro da sociedade e lança ininterruptamente massas de capital e massas de trabalhadores de um ramo de produção para outro. Exige, por usa natureza, variações do trabalho, isto é, fluidez das funções, mobilidade do trabalhador em todos os sentidos“. (MARX, O Capital. L. 1. v. 1. p. 551/552) (Capítulo XIII – A Maquinaria e a indústria moderna)

de maio… não anotei o que tu disse, guardei para outro dia… só ficaram as aspas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: