esboço de hoje [em construção]

[qui] 20 de agosto de 2009

[Este texto está um limbo].

[fala a]

– e sigo cruzando as linhas de chegada ou de partida… Só sabe quem fica. Eu vou.

[fala b]

– De erro em erro um esboço, uma construção, um bloco, um hoje. E ao meio: “O que eu queria entender é: o que isto tudo, as coisas do mundo, tem haver com esta dor que levo no peito”.

[fala c]

– Ao início então! Era só sobre o ato encenado, e observado nuamente, por seres (des)conhecidos, aqueles que transitam na zona epidérmica.

[fala b]

– Para aqueles que recortam o coração, estas palavras talvez não sirvam.

[fala c]

– Era para dizer, moi, o ator, não adentro tua cena inexistente.

[fala a]

– É da cena somente um vazio de palco com duas ou três dúzias de palavras penduradas e chovidamente esparsas… Lá um guarda-chuva dizendo pingos e azougues-do-brasil às charcos e trepadeiras.

[fala d]

– Vai, cadê, onde está o trapézio? Num salto daqui? Diante de ninguém? E se ninguém está… Cadê a voz cínica, aquela só tua e só para ti!?

[fala e]

– E deu medo?!

[fala a]

– Imóveis, projetos imaturos, era como se circulássemos como se houvesse um frio por fora de nossas barrigas, entende?!

[fala f]

– Não há nada seguro, nem podemos nos reunir e arquitetar… Desliga o aparelho. Perde o aparelho. Os números foram jogados em algum local. Ninguém atende ou entendeu o não sinal. Não há linha. Não há contato.

[trecho sem sentido…]

[fala desconhecida]

Fim. optar-se-á e o dia tal qual uma lacuna enorme de algo suspenso teimará. Necessitássemos, nós, paciência e bom humor para tolerar o terrível deshumor do mundo de hoje…

[tempo estranho]

[fala f]

– Ai, Tu, entrincheirado, há quanto tempo e com quantos olhos estás espiando? O que sabes dos nomes, dos endereços, dos sonhos, dos pedaços de carne… da CORDA bamba sobre a qual nos sustentamos?!

[fala c]

– Que nem tudo deva ser assim, e amanhã talvez…

[fala e]

– E morra o desejo de morte que te interdita da humanidade e eu não sinta na minha garganta o sangue dos meus, nem os meus sintam com dor e pranto o desaparecimento… e a presença na memória.

[fala b]

– (..) Que seja este nosso fim por um tempo, enquanto gesto a germinal semilla do amor pela liberdade!

[fala f]

– O mundo não para! A revolução não cessa! O espírito cria as condições concretas, e a si, objetivamente, partindo da concreticidade dialética!

[ninguém fala]

– EM ALGUM PONTO: Entendeu?

[fala b]

– Talvez Drummond tenha razão… há uma pedra. Vá ao poema, não buscando a si, mas ao poeta.

[fala do narrador]

– Aqui começa…

Uma resposta to “esboço de hoje [em construção]”

  1. gabi Says:

    eu queria mesmo ter conseguido falar contigo ontem, pra te dar os parabéns. quando te dou teu abraço e pego o pagamento do resgate? um beijo

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