dois

[qui] 11 de dezembro de 2008

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Voltando à casa.
O poeta defronta-se com o Louco:

É como se a tormenta de poeira tomasse o corpo [externo] todo e todos os olhos se cegassem. Da boca, palavras sem sentido, sem palavras. Escrever o que não vem de lugar algum – estômago, peito, nervos, vísceras, razão. Era como se não houvesse nada e, deste nada, brotassem rochas gigantescas. Tormenta boca, garganta afora. Era silêncio, destes, que a boca desconhece, que razão não prevalece, que a loucura quer ser. Não houve espaço vão – só a vertigem das coisas que não coubessem na imensidão desconhecida e das gotas, e pontos, começou a ser incontrolável este ataque trêmulo e o devir jorrado em coisas que não lhe cabiam e habitavam a dimensão do irreal, do lado não concreto…  a pseudoconcretualidade. “Despues de la tormenta siempre llega la calma… pero“. O sangue que escapa – gota por gota- de seu peito espremido, sufocado, quase rocha não sabe da dor e, é toda a, cor. Onde “muitos temores nascem do cansaço e da solidão… descompasso“.

Seus lábios brutos por acaso desconhecem o riso e sua face tensa é misto de pânico. Tudo bem, qual razão? Destas palavras, destas orações que não obedecem e nem traduzem este signo. É o mesmo céu, é o mesmo chão do nada, é o sol alto e forte, e ele, miserável, que rasteja entre o chão de poeira e nuvens e as pedras que vertem do céu. Meus nervos vão tensos. Sinto a dor do homem confuso

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e escrevo em busca do entendimento,

alheio.

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