teus olhos incrédulos

[qui] 18 de maio de 2006

Sabe quando você no último instante muda tudo e faz o caminho, outro, e vê a coisa mais linda girando… girando diante dos teus olhos incrédulos… Gira gira mundo…

Ora um tanto tonto ora lúcido como um anel de fumaça [nuvem] repleto no ar, indo / Pensei em tantas coisas, em dizer-te tantas coisas, mas enfim, como sempre [pairo no ar] – e há um “sempre”? – toque esta superfície imersa no pensamento solto e repleto de fragmentos de sol.

Ontem vi Júpiter, o corpo celeste… Duas manchas, nubladas em sua cor clara e indo embora do campo de visão…

E os futuros antropólogos? E os futuros? e nós? como unidade, como diversidade, com nossas especificidades – e é mágica e bela tal palavra – nossa idiossincracia. Hoje, e me sinto sóbrio o suficiente para cogitar qualquer esboço de objetividade, ou é o contrário, o inverso / algum verso. Insisto em subverter toda subversão, [discurso barato] insisto na incoerência-coerente, no falar bobagens bonitas… No enrolar-me no ar, no ar, e no ar sem fim.

Se somos construções e construtores contínuos, se processamos e somos o processo, ou mais precisamente mediamos, e sei que estou concordado com alguém. Alguém já disse isto. Você não existe, e porque ouso dizer isto, não sei ao certo, nunca sei ao certo se há algo que possa ser certo, se há um certo… E havemos de concordar na existencialidade contínua que vige em cada palavra disposta em cada vão. Te recordas de ontem? Do levar um susto no vão improviso? E descobres que hoje o vão não é vão, é outro lugar “lá”, em outro lugar / Cuidado com o texto “pois a teoria reflete a biografia” como esta está diretamente interagindo com todos os elementos da cultura vigente em dada sociedade em um dado momento histórico. Enfim, tudo muda e nós na nossa ilusão somos o máximo fragmento, UMA PORÇÃO da cristalização… E o texto ficou imcompleto. Ah! É quase quase sempre que sempre estou. Quase, de uma definição qualquer…

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