5 Poesias reunidas

[ter] 21 de fevereiro de 2006

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A ÉDRA

O PÁSSARO e A PEDRA

O HOMEM e A PEDRA

O POEMA e A PEDRA

O SER e A IDÉIA

A mesma édra.

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UM POEMA

QUE UM POEMA NÃO SE
FAZ, ASSIM, À FORÇA!
Respire!
Relaxe!

De leve… Que a onda vibrará
que a nuvem será
que o dia surgirá
e o sorriso, incrédulo, virá…
um poema.

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QUE SOIS?

Que sois enfim?
Que sois poetas
que sois nada
que sóis
pense.

um dia
tudo ao acaso
eu
poesia
me
faço.

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Num absoluto,
O silêncio de ruídos, gestos e murmúrios…
O degrau à máquina,
O cordão ao som disperso,
O poema ao gato ronronando
Ao chão restos de alegria,
E as paredes pintadas, de folia, desbotar
E a cama? E a lama? E o poema?
Descambou, tudo, poeta?
Para a máquina na razão vazia,
Um a de quase poesia.
Silêncio.

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QUEM SABE
Subverteu-se o efeito, a verdade é, como qualquer coisa,
tão vontade que não se sabe de onde vem…
Escrever lhe poesias todos os dias.
E pela rua coberta pela chuva pelos meus olhos
deixou-se… Sob esta árvore imensa e verde
indo, exato e distraído de, quase, tudo
Nas linhas riscando o azul, o branco,
o amarelo, invadindo o chão,
o céu, o ser e um se…

Se fôssemos além,
deste encanto instantâneo,
deste despertar efêmero
deste poema, deste dia,
desta verdade…

Mas, e aí, quem sabe?

Setembro, 2004
poesia publicada no ZINE coletivo Vomitemos do Centro Academico Livre de Ciências Sociais/UFSC 2005/2

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