O VÔMITO (UM NÓ)

[sex] 17 de fevereiro de 2006

Conversas à parte. Como ninguém lerá isto aqui agora, não dirão que… E fora a possibilidade do dizer, sabe? O poder… Creio inútil, fútil, um sobrecarregar de informações que não dirão nada além do óbvio. O que inventas é do próprio invento e foge da noção de estar. Como ninguém lerá, não leio e sigo adiante, adiante, avante à maré. Eu estudava viu, não era tão… Ah, diz ele tantas coisas e vou, vou um dia encontrar o el dourado, a morte certa, e não sejas tão óbvio e imbecil, ao ponto de julgar. Não preste atenção. Fecha, saia, suma, nunca mais volte, não retorne. Torne-te outra coisa que não o que digo a ti e te tornes agora… viver é qualquer coisa como estar aqui, ouvindo conversas, inventando histórias, vendo o chão intacto, sentido dor e gozo e fome. Vamos ao próximo passo, e a porra da caneta vermelha, e a porra da próxima aula, e a porra do texto que tenho que produzir e… Vamos aos instantâneos. Voltemos. Sou o nada, o silêncio, a pedra e a parede, e no mais, ‘té já só p’á zoá. É poesia vertendo, viver é poeser. Saibas ou não, saibas ou não, ou não… E é tudo óbvio o tempo todo. É uma boca por um beijo, um corpo por um toque, um ar por atenção, um dedo por prosa. Voltar e não voltar, teus olhos uma fixação por ver, e é sobre outras coisas, sobre hinos e sentimentos patrióticos. Foda-se… Sempre tudo é um vômito, e/ou, uma convulsão,e/ou, vertigem. Minha esfera óbvia, minha essência mágica, meu passo morto. Dou risadas e cospes, cuspo e tu escandalizar-se-a. Pois mato e morro em palavras, lavras vãs. Não ir além de um além. Vou só ali, ver o mundo, como anda, o que fala… Ver qual é?

Viver é conversa à parte, um dia vás me ouvir. As idéias são em movimento, tudo movimento. Viver é estar em evidente, e constante, contato com o óbvio, pessoas, seres constituídos de idéias alheias. São aqui, meu corpo lateja, meu corpo ri, rio, latejo, ouço, vivo. Cabe a ti mudar o mundo, cabe a ti transformar, formar de novo, novamente tudo, mais sempre, sempre. Neste caso o direito sempre violado de vocês esta sendo violado, usurpado, corrompido e por idéias obtusas e devassadoras… voltemos ao inicio e tomemos o básico, a base de toda, e qualquer ação… Ação? Ensejo? Emoção? Mente? Sangue e morte, ao Fernando, em referencia… Ventura. Sinto-me, e isto creio ser mais óbvio e comum, do que suponho imaginar, e imagino convulso. Um vômito, então alguma idéia lá, onde supões o começar, incorporada e assimilada, como tal em outra, e não incorporada, não assimilada em fato, é outra. É tu. O vomito de idéias, palavras suspensas de qualquer sentido, tudo óbvio e complexo demais para ser mais que fragmentos. Só.

Sabes, envolto, em demasia, de véus e grinaldas. Cegos e prontos a aceitar o óbvio que é estranho e nebular. O véu de ilusão. A ilusão agora, meia página de besteiras, vê, julgo e condenso hipóteses em meias palavras. Farsas e verdades são o que lês. Sentidos. Todas as frases deviam ser apagadas, não escritas, numa hipóteses de não haver, tal mania de estender-se ao outro em vômitos, vertigens e convulsões. E eu dançarino de cabaret, sonhador de nuvens, tomador de pseudocafeinstantaneo. Vomito instantâneo diz tu. E se não é Deus, se não é Dinheiro, se não é Droga o que te salva? Nada imbecil, nada imbecil somos. Eu faço de conta, e não conto, não desconto, não encontro já encontrei o refrão… vômito, mito e ‘tô.

Viva a essência que resume tudo a um nó. Viva a essência que resume tudo a um nó. Viva a essência que resume tudo a um nó. Viva a essência que resume tudo a um nó. Viva a essência que resume tudo a um nó. Viva a essência que resume tudo a um nó.

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