Lauda 0

[sex] 10 de fevereiro de 2006

Não tem começo, concluí e continuo… Dorme agora e tira onda – onda? expressão tão… Completas o que quiseres. Invente um sentido e ordene, ou ordene e; e o valor é meu. Criatura, fala, berra, grita e ri; penso em defenestrá-la, difundindo tal idéia a torne real; quem? E mais tarde um aceno desajeitado, tímido, mas real. O problema é o justificar e estar. Os olhos dela sorriem, pedem um – o que eu diria agora não existe. O que é original quando a cultura é importada… Eu sou assim? lá fora e neste exato instante isto é um corte, uma ruptura – tentas em vão obter um sentido que não é dado por ti. Dois metros de altura infinita; e o pensamento social brasileiro; um pingo de orvalho no vazio ou no meio do nada; uma chuva torrencial em silêncio… Apenas suspiros leves e bocejos, ontem. Porque ‘cês falam tanto, dizem tanto, e estes tantos não vão além do nada, o nada. Ali nasce o século XX, Paris vivia os anos loucos, la Belle Époque; utopicamente, esperamos o melhor; e vem a guerra, e acaba com os anos loucos… E começa se repensar o mundo com a guerra; olha lá o avião; qual cena? E o positivismo sepultado nos campos de batalha.

As folhas pesam-se, a chuva cessou na pele dela é tão branca, tão branca, tão rosa; avec elegance, que som. Gosto de bocas, de carne, vinho, corpo e alma. É política, sei – já disse isto ontem, antes de ontem, e ela retorna após duas horas fora e o espaço são quatro horas, fifty to fifty. Múrmurios e conversas, afiadas, ao ouvido, ao ouvido de quem? Meus olhos nos teus olhos e os teus nos meus – o que dizem os poetas? – porque tem eles que nos falarem de certas coisas. Mudo-me. Sento ao lado, sempre ao lado de alguém… Onde vim parar? Num brasil brasileiro. O modelo europeu e o nosso concretismo, nossso… Pisos fríos, pés descanços e a máquina em movimento. Fim da aula – quero ficar pelado. Retorno. Fifty to fifty onde? Fazendo o quê? Qual o objetivo? e o objeto? o furor modernista e eu noutro lugar – aqui exposto – e desconexo e tu? Na pele dela, no gozo… Nem meia página e só uma semana para tornar-te em 400 anos de blahs e nhem nhem nhems… Vamos embora a qualquer instante. Não me olhe assim, invocando, não me olhe. Deixe-me sem considerações finais. Falando sozinho. Janelas fechadas, folhas molhadas e uma estrada em tantas, mas o caminho é um só … tu.

Uma janela fechada, um pássaro dormindo, e uma estrada… Já passei por aqui – leia o manifesto antropofágico. Que boca, que pele, que linha… Os pensamentos vão e tudo tem seu tempo/sentido. Gosto de bocas, corpos e carne… Crua. Eu já passei por aqui. Dando as formas vertigens e incompreensão.

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