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[sex] 7 de outubro de 2005

dizia assim a carta:

Olá minha cara, Como estás? Passou o enjôo – brincadeira. Como foram as peças do final de semana? E não te esqueças de me convidar para a tua. Gostei de ter conversado contigo aquele dia, foi um dia bom. Me senti bem. Não fiquei mudo e enclausurado, o tempo todo, num mundo de pensamentos quando podia compartilhar o prazer de viver. Você enriqueceu e tornou mais leve meu dia. Um beijo, b.

***

e o texto guardado:

Provocando todos os olhares, te fizeste
Em puro encanto diante do meu ser
E sob tal encanto, de endoidecer
Este poema se fez, confessando,
Em si, inconfessáveis desejos,
Que devoram-me por inteiro

Incontroláveis pensamentos
Como posso ousar controlar-me
Se teu estar toma-me por completo
Sinto-me invadido de ânsia e desejo
Despertas, sem pudor,
Os instintos mais verdadeiros,
E primitivos…

Provocas, quando te aproximas,
O desejo, quase antropofágico,
De provar-te e impregnar-me
Em cada poro, pelo, pele
e átomo seu…

Provocas-me tanto
Com tal encanto
Que poderia eu contemplar-te em êxtase
Mesmo quando os olhos meus
Não encontrarem os teus

Ah! Diga-me
Como posso evitar, se já é inevitável
Não perder-me, em teus olhos, em teus lábios
Os mais perfeito dos perfeitos labirintos
Os que instigam os meus instintos
E conjugam meus sentidos para ti
Inteira, exata… Puro desejo.

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