poemas de abril

[sáb] 10 de abril de 2004
Meu bem,
matemática!
Calcule as cordas
que te prendem aqui!

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como o bambu ao vento
faço da poesia
um intento.

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gotas espessas e brancas – lácteas
noite negra ao olhos nus
escuridão só.

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Ao olho nu
A noite é uma escuridão só.
Gotas lácteas.

.

à estrela nua do olho
a noite é uma escuridão só
láctea gota.

.

Estrelas-olho nuas
a noite é uma escuridão só
lácteas gotas

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Letra de dois pontos
pojando na margem finita
Como vai o oblíquo amor
teu coração mais inconstante

.

Quero dizer
olá ve (r) dê
que tu

.

cousa estr’nha
em cada paço
despercebo (h)eras
ao longo crava
o verbo grafitando
o pálido celuloso
nas lascas nos abraços no só
com palmas     em queda rua abaixo
em sorrires verdades
sei, tudo bem
é, sei, tudo bem
o poema é outro perdendo
seus traços então feitos para outros perfeitos….

.

Letra de dois pontos ergui os olhos distraidamente, a ver se já brilhava alapajando na margem infinita. No côncavo do céu opalescente, e vi, numa varanda, os olhos dela unissonante, alguma estrela.

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