poesia de fevereiro

[sáb] 1 de fevereiro de 2003
O cão vadio à rua sai
preso à casa fica.

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sorrias
o olhar em qualquer direção
na rua, caminhando…
florescias
o olhar em qualquer coração
criatura, sonhando!

–——————-

meu amigo,
se acaso um dia
o dia for embora
porta à fora
digo-te
somos apenas
o que sentimos
apenas isto.

–——————-

salto para o alto
e o peso perde-se no ar
flutuando nos teus olhos de mariposa:
tua voz.
Pois de agora adiante
é assim
fluxo contínuo
incrédulo desatino
lavra derramada
suaves,
vertiginosamente
palpitamos
nus
no chão expostos.
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