exercício sobre o estrangeiro

[dom] 7 de outubro de 2001

A paz estranha
de ser estrangeiro
em sua própria terra
pela vastidão de um tarde

dos pés à taça,
da lavra à loucura,
um vinho branco seco,
e um sorriso, quiça melancólico,
sob um céu pardo,
um coração bardo
à sombra de uma amendoeira,

contempla o sol, quase encoberto,
e a algazarra dos ninhos alheios.

estrangeiro, pra ti uma porção
de grama e felicidade,
de passos e liberdade,
pés descalços e a eternidade
da ébria terra estranha…

07 out. 2001. Sambaqui

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