desata

[ter] 15 de agosto de 2017

um certo nó nos olhos e no peito.

e uma leve dificuldade de estar aqui e agora… vontade de voar no tempo. ou estacionar e apenas olhar a paisagem…

mas respira. desata…

arruma esse teu sono, tuas aulas… teus horários.

vai dormir e acorda pra vida.


ruína

[sáb] 12 de agosto de 2017

«Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro (O olho do monge estava perto de ser um canto). Continuou: digamos a palavra amor. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo”.

E o monge se calou descabelado.»

Manoel de Barros | “Poesia completa”


você tem a alma de um colecionador

[qua] 9 de agosto de 2017

“Seu cérebro não armazena memória. Seu cérebro é memória. São as experiências, segundo cientistas, que disparam mudanças nas moléculas dos neurônios e redefinem a maneira como eles se conectam. A memória, portanto, forma e reforma o cérebro continuamente, definição corrente na ciência há décadas. Agora, um novo estudo vai além. Afirma que as células cerebrais ‘quebram’ experiências e as distribuem em diferentes ‘janelas de tempo’. Transitando entre elas, os neurônios seriam como viajantes que voltam ao passado e, simultaneamente, exploram-no para ajustes futuros de comportamento. Os cientistas, enfim, propõem que o grande trunfo não está no armazenamento de memórias, mas, sim, na capacidade do cérebro de ‘dominar’ o conceito de tempo”. www.canalmeio.com.br

***

“O relativismo cultural é, antes de mais nada e sobretudo, um procedimento antropológico interpretativo – ou seja, metodológico. Ele não consiste no argumento moral de que qualquer cultura ou costume é tão bom quanto qualquer outro, se não melhor. O relativismo é simples prescrição de que, para que possam tornar-se inteligíveis, as práticas e ideais de outras pessoas devem ser ressituadas em seus contextos históricos e compreendidas como valores posicionais no campo de suas próprias relações culturais, antes de serem submetidas a juízos morais e categóricos de nossa própria lavra. A relatividade é a suspensão provisória dos próprios juízos de modo a situar as práticas em pauta na ordem cultural e histórica que as tornou possíveis. Afora isso, não se trata de forma alguma de uma questão de advocacia.”
Marshall Sahlins, Esperando Foucault, ainda. São Paulo: Cosac Naif, 2004.

***

Boaventura de Sousa Santos Direitos Humanos ou Democratizar a Democracia

***

gastei 4 horas ontem percorrendo as publicações de @hirodots e hoje mais umas duas.

***

recebi declaração de admiração inesperada na sexta. respondi hoje, com o que pude: contente pelo recado, e sem palavras. admiração recíproca.

é… as vezes eu não me reconheço.

sábado, mordi duas pessoas. voltei dez anos atrás. vou aturar zoeira até final do ano…

***

Lua em Virgem, na Casa IV. 24° 52′.

Aspectos da lua
Lua Conjunção Mercúrio orbe + 4 ° 29 ‘
Quadrado lua de Netuno orbe -0 ° 31 ‘
Lua Sextil esfera Urano + 5 ° 4

On the day and at the time of your birth, the Moon was in the sign of Virgo. You have a strong need for security and your constant concern is to keep your intimate environment under control. You treasure and you protect all the things that make you feel comfortable. You have no exaggerated ambitions, no grandiose and boundless dreams. You only strive to organize all the elements of your everyday life, to find a place for each thing and to improve yourself. You can relax only if your habits are not disturbed by external events. You are selective in your intimate sphere and with your attachments, you are perfectly organized and in line with the self-set rules you establish as time goes by. For you, life is a puzzle composed of human pieces, a chessboard where you move according to an obvious logic. Daily landmarks and well-known items are important to you. You have the soul of a collector.
Moon in House IV
The Moon is in the 4th House. Feeling fine means enjoying at will the privacy of your family cell, your clan, or a protective world. Your intense desire for tranquillity often prompts you to escape the world, and to let your imagination wander without having your well-being disturbed by external issues. Your family, or the few close friends who make up your second family, if any, constitutes the haven which is necessary for your balance.

***

buguei.

to fudido… pegar busão as 7h…  para 3 aulas (das 8h até 10h15) + mais 4 (das 13h30 até 17h30) + ainda mais 4 na maratona tripla (das 19h até 22h20), chegar em casa 23h30…

mas para isto acordar as 6h. e agora são 3h10. vai ser longo e exaustivo.


o guia pervertido da ideologia

[ter] 8 de agosto de 2017

#00h52 hora de dormir? ou ligar o pc?

#05h16 chega… desliga e vai dormir.

#10h12 a cama te expulsa. lembra do horário?

pesquisar e baixar:

https://www.youtube.com/watch?v=H56zR0SzTB8




#12h15… vazar.


how to be happy in warsaw

[seg] 7 de agosto de 2017

diário de notas abertas pelo dia

#12h09 não me resolvendo com as aulas de hoje. cabeça em redemoinho. sentindo vertigens. efeitos do porre triplo.

#12h37 depois de uma caminhada no quintal. percorrendo essa geografia torta que é minha vida. depois de vinte e cinco anos vejo a casa de meu irmão, que um dia foi minha também, na infância e adolescência, em desconstrução… sem telhado. as pancadas da manhã era dali, desse nosso eterno movimento de destruir.

#12h40 o despertador toca. avisando que há comida na geladeira da escola… essas anacronias.

#13h10 o tempo passa e me perco em conversas…

#18h35 não sei onde enfiar minha cara… não sei o que falar. apenas rir. vão me zoar pelo resto da vida… ou do ano.

ps: o título do posto é de uma passagem do livro «opisanie šwiata», de veronica stigger. e há outros livros da cosac que comprei… mas demora pra ler tudo, a lista é enorme.


minha lua negra em capricórnio… e uma social hangover

[dom] 6 de agosto de 2017
«Os seres humanos têm mil facetas e mil máscaras que usam de acordo com as circunstâncias e as fortunas do jogo da vida… e às vezes nem a gente mesmo conhece quem a gente é na lua.»

só queria deixar registrado que fiz um monte de coisas sem pensar nas consequências; e mais uma vez agi de forma totalmente impulsiva e aleatória, e não queria entrar em parafuso tentando equacionar: o que outros vão pensar; e como eu vou pensar e agir a partir de como eu gostaria (minha expectativa ideal), deveria (a expectativa social) e poderei concretamente a partir do que foi experimentado, e seus efeitos colaterais provocados ora inimagináveis.

eu estou exausto. exagerei. fui além do que deveria. e agora? três garrafas de vinho é muito. meu corpo sente o efeito até o momento. e se você para pensar na loucura, que é agir como um garoto sem noção, você enlouquecerá. sentir-se vivo é bom, mas o que é feito é feito e o que virá… há de vir e isto é tudo.

aceite o imponderável, e apenas não simule afeição e afetação.

cara, seja honesto consigo. seja franco e olhe dentro de suas contradições… tu é isto, essa anarquia violenta, esse buraco negro, esse canibal mastigando gente… e cedo ou tarde tu vai estragar tudo.

zera e segue… amanhã é segunda. amanhã a gente se vê e ri das insanidades.

e publica isso e vai lavar a louça.

 

 


exercício sobre o delírio

[qui] 3 de agosto de 2017

quando meu ser ecoa
noutros seres, sinto-me
rebelde com’o vento que vem do sul,
e crespo como esse mar ao sabor da viração.
tenho os lábios roxos como as flores do ipê
que tingem o jardim terroso.
e tal qual um gato que mira
borboletas amarelas,
estou com olhos atentos,
ao riscos de aguarela
no papiro, nas cascas da árvore,
no plástico ou couro ou tela.
eu risco os muros da cidadela
e ando soltando delírios pela boca.
faminto.
desafiando a gravidade…
dando leves saltos
acima do chão duro da normalidade.
estou como as nuvens de chumbo
que se desmancham ao sabor do sol
vermelho e dourado gravitando a terra.
sou o arco-íris vergando o espaço,
sendo ponte entre o sonho e o sonho,
aproximando olhares, sendo desejo…
de ser gente com a gente.
e desintegrar-se estando em todos,
e neste instante e lugar
e livre,
com asas em rimas
grafites e verbos.
delirando os verbos…

***

andei uns dias olhando a paisagem. tudo lindo, fantástico, belo. e eu seco. e do nada brota esse poema ai… um imagem-síntese do que vi e vivi nestes últimos dias.


ipê roxo

[qua] 2 de agosto de 2017

uma semana atrás brotava a primeira flor do ipê-roxo [encontrar a postagem de quando plantei esse ipê]… agora eu sei que é roxo.

hoje, cedo, a sensação era… como se eu estivesse num repuxo, ou no meio do turbilhão daquelas vacas de quando eu tentava surfar… enfim… era o mundo me tragando para uma avalanche de atividades sem me dar tempo para respirar. sem tempo para dormir mais e para o ócio e para o tempo de planejamento… bora deixar no piloto automático.

*

segunda e terça foram dias longos e cansativos… temos quarta-feira pela frente ainda.

urgente planejar as demais aulas da semana próxima.

hoje deu-me uma vontade de planejar a minha vida… emagrecer, pós graduação, terminar cozinha e sala… uma moto? só pensei…

tem dado uns dias de cartão postal…

família tem pesado… irmão e pai brigando, mãe doente.

*

e as férias… que férias.


z450ua

[qui] 20 de julho de 2017

chegou… depois de 80 dias sem pc, enfim uma máquina nova.

chega com ela um certo ar renovado… uma vontade de pedagogicamente propor coisas mais interessantes e diferentes. pesquisando a aplicabilidade de jogos… projetos… fruto das reflexões dessa semana de formação, e ai eu preciso pontuar dois aspectos… ou três. sozinho, normalmente eu me afundo na obscuridade, meu lado lunar. acompanhado de pessoas luminosas, com ideias bacanas e libertadoras… meu sol brota lá de dentro e eu fico irradiante… neste sentido, após o meu mergulho do primeiro bimestre, na parte mais sombria, nesse segundo… a existência na escola b, de um diretor inspirador, com fala inspiradoras e uma coerência ética, e algumas e alguns estudantes, até mais que o corpo docente… e na escola a, de uma nova professora de história, que vai na contramão dos demais… me sinto instigado.

#pesquisar jogos

#pesquisar zinejornais

#pesquisar filmes

#montar planos de aulas/projetos

cuidar da mãe. importante tbm.

 


finalizando o segundo bimestre

[seg] 10 de julho de 2017

Granola, amendoim, uva passa, mel e cappuccino. Meias, pijama e um cachecol. Uma caneta, diários e 1kg de avaliações para finalizar… Uma madrugada para terminar.

Logo mais 9 aulas…


de luce

[qua] 5 de julho de 2017

Da manhã:

Entre a empatia e a bestialidade. Observando-me nesse processo de apreender o mundo.

É cedo, ainda. Imunidade baixa. Resfriado. Renite. Cansaço. Planos anotados… 

Remando contra a maré… 


para quando o arco íris encontrar…

[ter] 4 de julho de 2017

não há pote de ouro. Há muito trabalho pela frente… E uma grande ilusão de ótica.

[editado e acrescido]


>A lição de Richard Dawkins
>”Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz o dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto das pessoas possíveis permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto de pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos eu e você, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos…
>Nós, uns poucos privilegiados que ganharam na loteria do nascimento, contrariando todas as probabilidades, como nos atrevemos a choramingar por causa do retorno inevitável àquele estado anterior, do qual a enorme maioria jamais nem saiu?”
“>Trecho extraído de http://catarsenoturna.blogspot.com.br/2011/01/richard-dawkins.html?m=1


um leão por dia

[seg] 3 de julho de 2017

Matando um leão por dia… O de hoje foi. 


quase segunda

[dom] 2 de julho de 2017

Zero. Achei que no sábado colocaria em dia… Fiz nada. Deixei para o domingo… Só comi. Ficou pra amanhã.

Sempre deixando pra amanhã o que era pra ontem.


sem controle

[sáb] 1 de julho de 2017

Quando ela disse aquilo, pensei comigo… Estamos mais ou menos no mesmo fosso. Por que somos assim? 

Parte de mim quis buscar abrigo, desaguar toda minha correnteza na profundidade daquele ser imenso, apesar de sua pequenez, ali diante de mim. Quis estender a mão, perdido que estava… Quem sabe sair da escuridão.

Parte queria apenas um corpo quente, um pouco de pele, o sal do suor na língua, sentir o abraço de alguém querendo me engolir, me devorar, me mastigar inteiro… E os espasmos…  

Mas uma voz gritava lá de dentro: tu é a escuridão sem fim…

Escapei. Em silêncio. Não disse palavra alguma, apenas sangrei em silêncio. Sou esse homem duro. Sem laço. Sem afeto. Sou a noite. Fui embora, só.

Não misture sua solidão com a solidão nos olhos dos outros. Pois na sua loucura há dor demais. E ela sempre machucará alguém. Esteja só. Siga sua jornada no exílio. 

… 

Vi o filme  

Sem Controle

2007 ‧ Thriller/Drama ‧ 1h 30m


paralisado

[sex] 30 de junho de 2017

Fora temer. Mais um falta. Desobediência civil.


síndrome das pernas inquietas

[ter] 27 de junho de 2017

Bateria baixa. 10%. 22h e estou exausto. Pensando em dormir. Acordei cedo e ainda não terminei de avaliar os trabalhos…. Amanha será longo o dia. Minha cabeça dói. Ontem estava eufórico. Hoje triste e irritado. Essa história de construir autobiografias me trouxe outro olhar sobre vários alunos. Entre as poucas conversas do dia… Conversava hoje com um estudante sobre terapia, contava ele sobre suas angústias. Eu preciso também. E a minha louça toda pra lavar. Uma casa por fazer… Minha solidão e horas de burocracias. Não sou o professor que deveria e gostaria de ser. 8%. última baldeação. Penso em raspar o cabelo, a barba… Quem sabe eu mude. Me sinto patético. Sinto dor.  23h… Em casa. Vazio. Falta música. 

Sobrou apenas esse tic de sorrir, piscar e dizer que tudo está bem. E as minhas pernas inquietas, enquanto mantenho meu corpo como uma pedra…


disciplina zero

[dom] 25 de junho de 2017

é assim. há dias em que a gente ganha. noutros a gente perde. perdi meu dia… minha semana. apenas bati o ponto… burocraticamente cumpri a tabela. não houve paixão ou encantamento.

é difícil segurar a onda. disciplina zero. tédio monstro. angústia cotidiana. tudo ficou pra amanhã.

mas logo mais será um dia melhor.


jeder für sich und gott gegen alle

[seg] 19 de junho de 2017

Referências… De um dia longo. As pedras dormem. Ninguém as equilibra. O frio da manhã me corta a cara. Eu me atraso pra vida. Dia pós dia cogito dexistir… Essa dor do lado esquerdo deforma meu rosto. Os ossos se movimentam. O corpo degenera por dentro. Falta pouco pra noite chegar. Mais um dia inteiro. Encerrou. O sal áspero e a espuma bruta lambem o vidro. Me envolvem como um manto. Sou a ilusão que me mira no reflexo da noite. A solidão louca dos barcos nos dias de ressaca. A solidão do homem que aprendeu poucas palavras e ainda não sabe poesia.

Ao fundo a rouquidão do mar agitado. A alegria fria das árvores em movimento. E no oco de cá dentro… O eco doutra língua: Guten morgen, Маяковский


sonata n° 3 de beethoven

[dom] 18 de junho de 2017

O feriado passou e eu não corri nada. Será uma semana pesada.

Tampouco corrigi qualquer atividade da estudantada.. Será uma semana atropelada.


das chuvas de junho

[seg] 5 de junho de 2017

Escrevi antes de te ver… Inspirado pelo curta e pelas obras de anish kapoor. Escrevi depois, mas mesmo depois ainda era antes de saber de seu novo endereço… De sua gramática, de suas canções… Você me mantém em carne viva. Saber que tens alguém… No fundo é intuir que alguém te cuida como jamais pude, sempre exausto em minha loucura.

Eu preciso não pensar demais. Estou aqui fritando por pensar demais.

 2h11 não consigo dormir… Tenho aula o dia inteiro… Preciso estar desperto as 5h30. Mais uma semana exausto. 

Até alguns dias atrás eu andava cortejando a morte… Não faz duas semanas isso. Estava submerso na rotina de pensamentos tristes e mórbidos. Me peguei sentindo raiva das pessoas… E tive um estalo… É preciso lutar. A vida está uma bosta, mas estou vivo… Preciso falar sobre isso, preciso de apoio, preciso fazer terapia… Sei que há um lapso enorme de tempo entre pensar isso e ir. Mas entre o cara que jogou a toalha e o que está apanhado há uma diferença substancial. 

E agora estou numa ansiedade monstro e amanhã numa tristeza mórbida… É preciso dosar essa porra… Sem cair na indiferença.

Me sinto castrado. Impotente. Estou nessa prisão há seis anos… Sete… 

Mas olhando atentamente… Viver nunca foi fácil. E viver só é como estar sem estar…  É estar desatado. A trama me alimenta… Os desenlaces me matam. Eu quero viver… Tecer uma trama…. Aprender a viver com esse medo. só por hoje… 

3h32  corpo cansou… Digitar nesse celular é enervante…  A chuva não para. Preciso aprender a falar/ler em inglês. 


o muro – the reflect an intimate part of the red

[sáb] 3 de junho de 2017

Não se mate. Vocês não é/são confusos. Passa por reformas. E a vida como um emaranhado de clichês… Esperar, respirar… Encontrar a ponta solta deste emaranhado, seguir a linha… Desfazer os muros, Ficar nu. Atingir a parte íntima do vermelho… 


rrreconfiguranndoo

[qua] 31 de maio de 2017

em processo de reconfiguração…

pronto.  vamos morrer… mas há a possibilidade de tentar fazer bem feito. de fazer sentido. e não se deixar vencer pelo próprio medo. tática de guerrilha, combater todo e qualquer pensamento negativo… acreditar em si assim como os outros acreditam


de jeux et novalistés

[sáb] 20 de maio de 2017

Há rachaduras. Há frestas. Há risos. Há brechas.

Entre O fato e o fado, há os dados…

O tempo, o corpo e a queda. E na memória do futuro, apenas palavras dispersas. Não há sentido.

Perdido. Nenhum poema vai sair. Ando a pensar sobre a ansiedade. E a tristeza cotidiana. E neste exílio. E a dificuldade em escrever (concreta e metafórica…) me encerra aqui, do outro lado da tela.

 


na medida do impossível tá dando pra se viver

[ter] 16 de maio de 2017

Uma colagem e um lamento

A colagem

“De resto, há de se entender o nosso 1nundo, o do pesquisador, co1110 se1Jdo ocidental, cons-

Lituído n1ini1na1nente pela sobreposição de duas subculturas: a brasileira,
no caso de todos nós en1 particular; e a antropológica, aquela na qual fo-
n1os treinados co1T10 antropólogos e/ou cientistas sociais. E é o confronto
entre esses dois rnundos que constitui o contexto no qual ocorre a entre-
vista. É, portanto, nu111 contexto essencialrnente problemático que te1n lu-
gar o nosso Ouvir. Co1no poderemos, então, questionar as possibilidades
da entrevista nessas condições tão delicadas?
Penso que esse questiona1nento começa cotn a pergunta sobre qual a
natureza da relação entre entrevistador e entrevistado. Sabe1nos que há tnna
longa e arraigada tradição na literatura etnológ ica sobre a relação. Se to-
rnannos a clássica obra de Mali nowski como referência, vemos como essa
tradição se consolida e, pratica1nente, trivializa-se na realização da entrevis-
ta. No ato de ouvir o “infonnante”, o etnólogo exerce u111 “poder” extraor-
dinário sobre o 1nes1no, ainda que ele pretenda se posicionar co1110 sendo o
observador 1nais neutro possível, co1no quer o objeti visn10 mais radical. Esse
poder, subjacente às rei ações hu tTianas – que autores co1110 Foucau I t j a-
1nais se cansara1T1 de denunciar-, j á na relação pesquisador/informante vai
dese111penhar u1na função profunda1nente empobrecedora do ato cognitivo:
as perguntas, feitas e1T1 busca de respostas pontuais lado a lado da autoridade
de quern as faz ( co1n ou se1n autoritaris1no ), cria1n un1 campo ilusório de
interação. A rigor, não há verdadeira interação entre nativo e pesquisador ,
porquanto na utilização daquele co1no infonnante o etnólogo não cria con-
dições de efetivo “diálogo”. A relação não é dialógica. Ao passo que, trans-
fonnando esse infonnante e1n “interlocutor”, uma nova 111oda1idade de rela-
ciona1T1en to pode ( e deve) ter I ugar. 3
Essa relação dialógica, cujas conseqüências episte1nológicas, todavia,
não cabe1n aqui desenvolver, guarda pelo 1nenos u1na grande superiori-
dade sobre os procedi1nentos tradic ionais de entrevist”

O lamento

O mais difícil nesse momento é saber o que é real é o que é imaginário. Porque para questões reais ações concretas devem ser medidas. Já para as imaginárias… não morre basta.

Ontem foi como levar várias ondas pesadas na cabeça. Quando tentei respirar, uma, duas…. avalanches de angústia, males entendidos, sofrimentos.

Você cala para não explodir. Você implode por dentro. E todo edifício visto por fora é um amontoado de destroços por dentro.

Mas como diz a canção “Na medida do impossível tá dando pra se viver”.


letter from a region of my mind

[dom] 14 de maio de 2017

Ler letter from a region of my mind. O que escrevi antes se perdeu… Era algo sobre dificuldade de escrever. Tela do celular quebrada. Sem computador. Havia algo sobre a ilusão de que sem PC eu iria fazer outras coisas, me organizar, por tudo em dia… E tudo que sinto é uma vontade, quase mórbida, de apenas dormir.

Havia menção ao poema em linha reta de Fernando Pessoa… Memórias do subsolo…

Mas não há ânimo. Apenas esse estado de silêncio e escuridão. E essa dificuldade de respirar…


…-

[ter] 9 de maio de 2017

Concisão. Ontem… Do papo e da sensação: mais um dia dolorido (corpo e mente). Mais um dia perdido…

De hoje, sem tempo pra respirar. Como se a vida fosse cumprir horários.

Pra quê tudo isso? (Opss… Não há tempo para pensar… Há perigo na esquina, posso perder o trem…


insista… persista…

[qui] 4 de maio de 2017

Nuestra primera intención era hacer en colores… Pero. As coisas são mais complicadas. Meu computador morreu. Derrubei o celular e a tela trincou em mil pedaços. Mudaram os horários das aulas na escola e o meu horário ficou uma bosta…

Mas ainda consigo escrever.

E agora José?
A lista das coisas que não saíram como esperado é grande. Não cabem nessa página. Fazer o quê josé… zé… Wake up dead man. E como dizia a pichação na escola, ontem, “estude, persista, não desista”.

Se adapte. As coisas vão se encaixar.

 


a minha vida de rascunhos: ou o que era para ser da solitude à solidão

[qua] 3 de maio de 2017

4h15. Acordei. A casa parece viva… As luzes acessas… O computador ligado… A janela abertaNo meu corpo a roupa do dia anterior e na boca o gosto da comida de ontem. Como vim parar aqui? Não sei. A mente exausta desligou o corpo. Tenho me sentido cansado, quase de forma ininterrupta, nos últimos tempos.

Quem sabe um chá de canela? Quem sabe transcrever as notas que fiz no caderno, ontem? Que sabe te escrever? Ou publicar o rascunho de anteontem? Quem sabe pesquisar algo pra aula de hoje?

O preço do amanhã…. Alguma crítica ou sugestão pedagógica. O ideal era passar todo filme é ter mais alguns dias para costurar as ideias. Sei o que quero visitar… Mas o itinerário não está claro. E isso fará diferença lá na frente.

 

5h59. Reescrevi, perdendo algumas partes, porque, como meu corpo, o PC tem se desligado sozinho. Viver nesse mundo tem sido over para nos. Desliguei tudo, quase tudo… Estou aqui, no telefone, digitando isto.

11h45. on pc. que liga e desliga. acordei agora. exausto. sair correndo. muito chato tudo isso.

e sobre o título… escrever o que foi anotado.

 


as notas do dia (do papier ao conselho)

[ter] 2 de maio de 2017
anoto no papier.
terça em modo GAME OVER…
 
em modo repetição: dos colores blanco y negro. drexler e moska.
 
1h00. conclui todas as turmas do primeiro bimestre do jacó anderle.
 
agora falta… corrigir provas e redações das duas turmas de terceiros do apóstolo, e digitar as notas. expectativa de duas horas para essa função.listar os conteúdos e digitar as notas das três turmas de segundo ano. previsão de uma hora nessa função.
refazer a listagem dos conteúdos, criar as avaliações e digitar as notas dos cinco primeiros anos. mais um hora e meia…. 
2h49 e estou indo para a 104…
3h56. acabei todos os primeiros.
5h51 terminei os segundos.
agora só falta corrigir as provas dos terceiros e digitar as notas. e dormir. e te responder. e não esquecer de pagar as contas: iptu, cartão, luz. agendar dentista, urgente. quarta-feira ir no posto. comprar ração para os gatos. e granola pra mim. e sentar para pensar bem as atividades do segundo bimestre. comprar caderno novo e registrar tudo. nunca mais deixar assim.
***
POST PUBLICO, MAS EM MODO DE EDIÇÃO AINDA…
EDITAR AQUI E TRANSCREVER AS ANOTAÇÕES FEITAS NO CADERNO (TARDE DE AULAS E NOITE DE CONSELHO DE CLASSE)
PS: A GRANDE IRONIA DO DIA – TRABALHAR COM O FILME IN TIME, TRADUZIDO PARA O PORTUGUÊS COMO O PREÇO DO AMANHÃ. E SER UM DIA QUE TUDO QUE FALTOU FOI TEMPO… TEMPO PARA SER. SEGUNDA, TERÇA…

%d blogueiros gostam disto: